Ciara Sorrentino
O calor do nordeste brasileiro entrava suave pela varanda aberta do nosso bangalô, trazendo o cheiro do mar e o som distante das ondas. Dez dias. Dez dias desde que dissemos “sim” e fugimos para este paraíso particular.
Dez dias em que somos somente Giovanni e Ciara, sem títulos, sem responsabilidades, sem passado. Somente o presente. Apenas nós dois.
Acordei com uma sensação de paz tão profunda que era quase palpável. A fina camada de suor na pele não era incômoda; era somente mais uma camada de sensação, uma prova de que estávamos vivos e em clima tropical. Estava de bruços, o rosto enterrado no travesseiro, o cabelo espalhado como um manto dourado sobre os meus ombros nus. O lençol de seda fina cobria somente até a cintura.
Foi então que senti. Primeiro, foram os lábios. Os lábios dele, quentes e insistentes, traçam a curva da minha cintura, subindo lentamente pela minha coluna. Um arrepio percorreu todo o corpo e um suspiro escapou-me, abafado pela almofada. Ele e