Giovanni Sorrentino
O pedido foi a parte mais fácil que fiz essa noite, agora observando Ciara nervosa com um olhar tenso, mesmo que ela tentasse ser a mulher amável para o nosso filho. Estava me deixando tenso, alguma coisa aconteceu e não faço ideia do que foi.
— Vem, preciso contar algo… — ela se aproxima lentamente e põe as duas mãos no meu peito.
Estava com o terno aberto e podia sentir o calor da sua mão ultrapassando o tecido. O seu olhar estava diferente, havia uma dor que não via há muitas semanas, talvez até mesmo meses. Ergui a mão com cuidado, deixando que ela visse a minha intenção.
Vi-a soltar uma respiração que talvez não se desse conta de que estava prendendo, seus ombros relaxam um pouco, mas ainda havia algo sombrio em seu olhar. Confirmei com a cabeça, beijei a sua testa e saímos do quarto do nosso filho.
Assim que entramos em nosso quarto, ela trancou a porta e guardou a chave em seu decote.
— Me dê a sua pistola! — pediu tranquilamente e estranhei.
— Por quê? — de