Paula Moretti
O meu mundo tinha sido reduzido a um cubículo de aço banhado por uma luz vermelha e pulsante. O ar era uma mistura do seu perfume amadeirado com o meu próprio aroma, intensificado pelo desejo que palpitava no espaço fechado.
Um calor, que não compreendia completamente, consumia-me por dentro, uma necessidade absurda de sentir algo ou alguém que fizesse diminuir a dor latejante que agora sentia entre as pernas, precisamente no interior da minha vagina. Não era uma dor de ferimento,