POV KAEL.
Vitória encostou no batente da porta de meu escritório, braços cruzados, a silhueta impecável desenhada pelo vestido justo. Os lábios pintados em vermelho curvavam-se num sorriso carregado de arrogância — típico dela.
Soltei a caneta sobre a mesa e a encarei, o controle escapando por entre meus dedos como areia fina. Meu lobo rugia dentro de mim, impaciente, perturbado. A lua cheia se aproximava e eu a sentia como um peso em meus ossos, como fogo queimando sob a pele.
— Posso saber qu