O som das ondas quebrando na praia era constante, ritmado, quase hipnótico.
A água avançava e recuava na areia escura como uma respiração profunda do próprio mar, preenchendo o silêncio que envolvia a pequena casa isolada entre coqueiros altos e vegetação selvagem. A brisa salgada atravessava as janelas abertas, trazendo o cheiro do oceano e uma sensação rara de tranquilidade.
Depois de dias marcados por fuga, medo e violência, aquele lugar parecia existir fora do mundo.
Ali não havia gritos.
N