A chuva caía com violência sobre a estrada, como se o céu tivesse decidido desabar de uma vez só.
Os limpadores do para-brisa trabalhavam no limite, rangendo em movimentos frenéticos que mal conseguiam acompanhar o volume de água. A visão diante de Dante era um mosaico distorcido de luzes borradas, reflexos líquidos e sombras instáveis.
Relâmpagos rasgavam o horizonte em intervalos irregulares, iluminando o mundo por frações de segundo — flashes brancos que revelavam árvores curvadas pelo vento