O quarto do hotel estava mergulhado em um silêncio pesado.
A adrenalina da fuga ainda pulsava nas veias de todos. O cheiro de pólvora parecia impregnado na pele, nos cabelos, na memória. Do lado de fora, a cidade seguia sua rotina indiferente, mas ali dentro o mundo parecia prestes a desmoronar.
Natasha estava sentada na beira da cama, os braços envolvendo o próprio corpo, como se tentasse se manter inteira. Helena dormia exausta no outro lado do quarto, vencida pelo cansaço e pelo medo.
Rafael