Essa resposta fez o coração de Bruno estremecer. Ele ficou em silêncio por muito tempo, depois pegou o celular e fez uma ligação.
— Tem um paciente com câncer de pulmão. Quero pedir para você dar uma olhada, mas precisa manter sigilo. Sim, Filipe... Nem meus pais podem saber.
Ao lado, Juliana sentiu o peito apertar de empatia.
Quando Bruno desligou, reclinou lentamente o corpo na cadeira. Virou o rosto e olhou pelas divisões da janela. No entardecer, o sol tingia o vidro transparente de um laran