Na manhã seguinte, o ar de inverno estava frio e rarefeito. Perto do Carnaval, os empregados da família Lima iam e vinham preparando o banquete e os enfeites festivos. Haviam carros entrando e saindo, o pátio cheio de movimento.
Mas, no meio daquela agitação, havia um homem solitário. Eduardo estava no terraço do segundo andar, todo de preto. Era elegante e bonito, com aquele ar distinto herdado da família Lima, mas o olhar carregava uma melancolia profunda, não parecia alguém prestes a celebrar