Juliana terminou de ler, já com o rosto banhado em lágrimas. Mas sua tristeza não conseguia tocar o homem que perdeu a memória. Ele não enxergava, não lembrava de nada, vivia em seu próprio mundo, um mundo sem dia nem noite, onde apenas um homem chamado Kleber o acompanhava.
À noite, as águas do Rio Ima batiam com força contra a margem.
Bruno, por algum motivo, não conseguia dormir. No escuro, se levantou e chamou:
— Kleber.
Kleber se ergueu de imediato, perguntando:
— Está com azia? Ou quer beb