Como um veneno....
Jullia
A luz entrava pelas frestas da cortina como se ousasse lembrar que o mundo lá fora continuava girando. E eu ainda estava ali, imóvel, tentando entender o que tinha acontecido na noite anterior.
Meu corpo doía em lugares que eu não lembrava que existiam. Um cansaço bom, de entrega, de prazer, de luxúria. Mas minha mente gritava. Me puxava de volta.
Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, tentando me manter ali, presente, sem me deixar arrastar por aquele turbilhão de emoções