A luz do dia entrava pelas frestas das cortinas blackout quando eu acordei.
O quarto estava escuro. Frio. Silencioso. Por um segundo, não soube onde estava. Depois o anel no criado-mudo brilhou — e eu lembrei.
Dia do casamento.
O estômago se contraiu. Sentei na cama, os pés descalços no piso frio. O relógio marcava oito e quinze.
Dentro de algumas horas, os convidados vão começar a chegar. O juiz. O fotógrafo. A imprensa lá embaixo, faminta por imagens.
Tomei banho. Vestido branco — não o de no