O silêncio se estendeu entre nós.
O olho verde brilhava. O azul, não. O azul estava escuro, profundo, como um poço sem fundo.
— Como é meu gosto? — repeti, a voz mais firme agora. A raiva ainda queimava. Mas o medo também. Medo do que ele ia dizer. Medo de mim mesma por querer ouvir.
Gabriel deu um passo para trás.
A distância voltou. O frio voltou. A máscara voltou.
— Não importa — ele disse. A voz estava controlada de novo. Seca. — Isso não vai acontecer outra vez.
— Por quê?
— Porque eu não