Lisa acordou com a sensação de que o próprio corpo não lhe pertencia.
O primeiro estímulo foi o som: um zumbido baixo, constante, ritmado demais para ser orgânico. O segundo foi a luz branca, difusa, sem origem definida, projetada para não criar sombras.
Ela tentou se mexer. O braço esquerdo respondeu com dor imediata, profunda e latejante. Um aviso claro do corpo antes mesmo que a mente alcançasse plena consciência.
— Não se mova — disse uma voz neutra, feminina, próxima demais. — Você sof