Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma garota que foi criada em um laboratório consegue fugir e os cientistas que a criaram tentam capturá-la, mas ela não quer voltar para a prisão em que vivia. Sua vida então se torna apenas uma questão sobreviver e se esconder até conhecer William, que a convence a se arriscar numa aventura perigosa em busca de vingança e revolução.
Ler maisTomei coragem e entrei na sala de laboratório.Era uma sala como outra qualquer por ali, mas com a diferença de que, na pequena cela no canto havia uma mulher.Me aproximei devagar, vendo Melissa encolhida no chão.William havia mantido ela viva durante os últimos três dias que ficamos ali apenas com água, por isso ela parecia fraca e desanimada.Uma parte minha ficou satisfeita em vê-la daquele jeito, na mesma situação em que eu estive a minha vida inteira, mas outra parte de mim teve pena.Mesmo depois de tudo o que aquela mulher havia feito, e mesmo sabendo que ela era uma das responsáveis por tudo o que havia acontecido naquele lugar nos últimos anos, eu não tive coragem de fazer o que pretendia.A minha intenção ao ir até ali era zombar dela e logo depois incendiar tudo, deixando-a ali para morrer sufocada, faminta e sozinha, mas n&ati
Acordei com o barulho de choro e abri meus olhos.Parecia que eu estava em uma sala diferente, mas estava em uma maca ainda, com um tubo preso em meu pulso.Vi William ao meu lado, segurando um pacote de cobertas. Era o bebê. Finalmente aquilo havia acabado e aquela coisa havia saído de dentro de mim.William a levou para um lugar que não consegui ver e então voltou para perto de mim.- Está se sentindo bem? - ele perguntou.Acenei que sim, apesar de ainda estar meio tonta e de sentir o meu corpo todo dolorido.- Onde está Melissa? - eu perguntei.- Está presa em uma das celas. - ele respondeu.Gostei daquilo. Agora ela sentiria o que era estar presa, como eu havia estado a minha vida toda.- Preciso te falar algumas coisas... - William começou - Você desmaiou depois do parto e perdeu muito sangue... Eu tive que fazer algumas escolhas por você.- D
Como eu temia, minha gravidez me fez ficar fraca e instável. Algo estava acontecendo dentro de mim e eu estava com medo disso.William não sabia que eu estava grávida até o dia em que eu desmaiei e depois disso passou a me observar a noite inteira, todas as noites, junto com Carlos ou as vezes com outro cientista chamado Dênis.Os dias foram se passando e eu mal conseguia pensar nas coisas direito, muito menos planejar algo. Tudo o que eu sentia era medo e fraqueza, cada vez mais.Esse mal estar foi piorando com o tempo e eu comecei a achar que realmente iria morrer, então eles aumentaram a frequência da minha alimentação, me dando bolsas de sangue todos os dias, três vezes ao dia. Isso ajudou bastante.Um dia, no meio da noite, enquanto Carlos cochilava em uma cadeira, William se aproximou da minha cela.- Cinco. - ele chamou num cochicho - Está acordada?- Estou. - r
"Paciente voluntária n°3:" -dizia o papel."Alicia de Camargo Ferreira, 19 anos.Exames de sangue:Tipo sanguíneo: B+HIVs: Negativo.Baixa quantidade de ferro.Obs.: Paciente precisa passar por um tratamento de uma semana para anemia leve."Ao lado disso havia uma foto dela.Minha mãe tinha os mesmos olhos verdes e cabelos escuros que eu tinha, mas ela estava um tanto bagunçada e me parecia muito com algumas mulheres que eu havia visto na rua uma vez, vestidas com poucas roupas e se oferecendo para todos os homens que passavam perto delas. Talvez esse fosse o tipo de vida que minha mãe levava antes de ir parar naquele laboratório.As anotações continuavam..."Uma semana depois:Cobaia 3 pronta para o experimento....Cobaia 3 recebeu injeção do v
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