A segunda-feira de manhã foi a primeira vez que entrei na Montenegro Corp. a sentir que o chão de mármore me pertencia.
O elevador privativo abriu-se, e Pedro saiu primeiro. Ele não foi à frente. Parou e estendeu-me a mão. Na frente de todo o 12º andar, de todos os assistentes e VPs, eu peguei na mão dele.
Caminhamos pelo andar de mãos dadas. O silêncio era ensurdecedor. Cada par de olhos estava fixo em nós. Não éramos mais um boato; éramos uma declaração. O rei e a sua rainha recém-coroada, a inspecionar o seu domínio.
— O meu escritório ou o seu? — provoquei, quando chegamos à bifurcação. Ele puxou-me para o escritório dele, fechou a porta e me pressionou contra ela. — O nosso — rosnou ele, antes de me dar um beijo rápido, possessivo e faminto que me deixou sem fôlego. — Agora, ao trabalho.
A nossa primeira reunião foi no "Ninho da Águia", o laboratório de R&D . Aris Thorne já lá estava, a sua excitação tão palpável que quase vibrava no ar. — É o paraíso! — exclamou ele, os olho