ISABELLA
O baque suave das rodas a tocarem o asfalto da pista privada foi o sinal. A trégua tinha acabado. O ar quente e umido das Caimão bateu no meu rosto como uma bofetada quando a porta do jato se abriu, um contraste brutal com o ar frio e pressurizado da cabine.
Eu endireitei o casaco de Pedro sobre os meus ombros, o tecido pesado uma armadura improvisada sobre a minha blusa rasgada. O meu corpo ainda vibrava, cada nervo exposto, a minha pele sensível da barba dele, os meus lábios inchados. Mas a minha mente... a minha mente estava afiada como uma lâmina.
Pedro desceu primeiro. A máscara estava de volta. Ele já não era o homem que tinha gritado a sua dor e o seu desejo contra o meu pescoço. Era o Senhor Montenegro, uma figura de poder impenetrável, a caminhar pela pista como se fosse o dono dela. E, porra, talvez fosse.
Um SUV preto, de vidros fumados, esperava por nós, o motor a ronronar silenciosamente. Marcus, o chefe de segurança de Pedro, estava ao lado da porta, o rosto