ISABELLA
A ternura da manhã, o riso de Pedro, o calor da mão da minha mãe... tudo isso pareceu evaporar-se no instante em que o helicóptero mudou bruscamente de direção. O homem ao meu lado já não era o meu Pedro. Era o Senhor Montenegro, uma estátua de fúria gelada, os olhos fixos num horizonte que só ele via.
A viagem até ao hangar privado foi feita num silêncio tão pesado que quase me sufocou. Ele não me tocou. Não olhou para mim. Estava noutro lugar, num lugar escuro, e eu percebi que, pe