O SUV preto deslizava pela noite tropical como uma sombra. O silêncio dentro do veículo era mais pesado que a humidade lá fora, uma calmaria tensa e focada que se instalara após a tempestade no jato.
Eu não olhava para Pedro, mas sentia a sua presença. Ele já não era o homem quebrado pela confissão ou o amante selvagem que me reivindicara contra a fuselagem. Era o Senhor Montenegro, uma arma de precisão focada num único objetivo. E eu era a munição que ele ia usar.
O banco era um monólito de