PEDRO
O jato tocou o solo de São Paulo às três da manhã.
A cidade estava coberta por uma neblina baixa, transformando os arranha-céus em fantasmas de concreto. Isabella dormia no meu ombro, exausta pela viagem e pela intensidade das nossas últimas horas em Londres.
O motorista abriu a porta do carro na pista.
— Para a Fazenda Boa Vista, Sr. Montenegro? A Dona Helena deixou instruções para...
— Não — cortei, falando baixo para não acordá-la. — Para o Hangar 4. No Complexo Industrial da Zona