ISABELLA
O corredor do The Connaught parecia interminável. Os meus saltos afundavam no carpete espesso, abafando o som dos meus passos, mas o barulho do meu coração ecoava nos meus ouvidos.
Cheguei à porta da Suíte 302.
Parei por um segundo. Ajeitei o cabelo. Respirei fundo, tentando acalmar a pulsação que disparara desde que vi aquela foto da gravata dele jogada sobre a mesa.
Passei o cartão magnético. A luz verde piscou.
Abri a porta.
A suíte estava na penumbra. As cortinas pesadas de veludo tinham sido fechadas, bloqueando a tarde chuvosa de Londres. A única iluminação vinha de alguns abajures estrategicamente acesos e da lareira elétrica que crepitava suavemente no canto.
O ar estava quente. E cheirava a ele. Aquele cheiro inconfundível de sândalo, café e homem.
— Você demorou.
A voz veio da poltrona de couro perto da janela.
Fechei a porta atrás de mim, trancando-a com um clique audível.
Pedro estava sentado lá. E a visão dele fez a minha boca secar.
Ele tinha cumprid