ISABELLA
O sol de domingo entrava pelas janelas da penthouse, iluminando a sala de estar.
Estendi o tapete de yoga no chão. Respirei fundo, levantando os braços e alongando o corpo inteiro. Inclinei-me para a frente, tocando os dedos dos pés.
Sem dor. Sem pontadas. Sem falta de ar.
Sorri para o chão. O meu corpo era meu de novo. A cicatriz na lateral do abdômen ainda estava lá, uma linha fina e prateada, e a marca no couro cabeludo estava escondida pelo cabelo, mas a fraqueza tinha ido embora. Eu estava 100%.
— Se você continuar nessa posição, o café da manhã vai esfriar. E eu vou ter um ataque cardíaco.
Virei a cabeça. Pedro estava encostado ao balcão da cozinha, segurando duas canecas fumegantes. Ele usava uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca que abraçava os bíceps. Ele parecia relaxado, jovem, longe do CEO de terno preto que aterrorizava a Faria Lima.
Levantei-me num movimento fluido e caminhei até ele.
— Bom dia para você também, Sr. Montenegro. — Peguei a cane