ISABELLA
Acordei com o silêncio. Ou melhor, com a falta de um som específico.
A respiração rítmica de Pedro, que me tinha embalado horas antes, tinha mudado.
Abri os olhos na escuridão do quarto. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava 03:42. O meu corpo estava pesado, relaxado pela primeira vez em semanas, uma lembrança física do que tínhamos feito. A dor nas costelas era apenas um sussurro distante.
Mas algo estava errado.
Virei a cabeça.
Pedro estava agitado. O corpo dele, geral