A segunda-feira começou cedo.
Sem preguiça.
Sem clima de domingo.
Rafael já estava de pé antes do despertador tocar. Vestiu o terno com precisão quase mecânica, ajustou o relógio no pulso e tomou café rápido na cozinha.
Amélia apareceu alguns minutos depois, apoiando-se com cuidado.
— Dia cheio? — ela perguntou.
— Muito.
Ele se aproximou, beijou-a com suavidade.
— A fisioterapeuta chega às nove, certo?
— Nove em ponto.
— Qualquer coisa me liga. Não importa o que eu esteja fazendo.
El