Sofia tentou imaginar Clara não como mãe morta, nem como criadora de códigos, mas como mulher. Uma mulher jovem, amada por Antonio, querida por Teresa, amiga de Elena, envolvida com Alessandro Bellucci, cercada de escolhas impossíveis.
— Eu sinto que nunca a conheci — Sofia disse.
— Conheceu a parte que ela mais quis proteger.
— Qual?
— A mãe que cantava para você dormir. A que fazia pão doce. A que te chamava de stellina. Não despreze essa parte só porque havia outras.
Sofia enxugou uma lágrim