Dante aproximou-se por trás dela. Sua voz veio baixa, perto o suficiente para fazer os pelos da nuca de Sofia se arrepiarem.— Depende de quantos homens querem matar a filha dele.Ela fechou os olhos por um instante.— Você sempre sabe como confortar uma mulher.— Conforto não mantém você viva.— E o que mantém?Dante abriu caminho pelo corredor, indicando que ela seguisse.— Obediência.Sofia soltou um riso curto.— Então talvez eu esteja condenada.Dante olhou para ela de lado.— Começo a suspeitar disso.Eles desceram uma escadaria larga de mármore. A mansão durante o dia era ainda mais impressionante. Sofia viu salas imensas, portas fechadas, corredores laterais, homens discretos com fones no ouvido, pinturas religiosas, esculturas antigas, vasos com flores brancas.Tudo parecia civilizado.Quase bonito.Mas havia tensão sob cada detalhe.Ao passarem pelo hall principal, uma porta lateral se abriu e Enzo Vitale apareceu.Sofia ainda não o conhecia, mas soube imediatamente que ele
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