O nome fazia jus ao lugar. Nada ali era comum. Nem a iluminação suave das arandelas douradas que se espalhavam pelas paredes de veludo escuro, nem os sussurros abafados entre os frequentadores mascarados, e muito menos os olhares carregados de promessas silenciosas que cortavam o salão feito lâminas sutis.
Era um santuário de dominação, de entrega.
Um lugar onde a verdade se vestia de silêncio e o desejo se manifestava em gestos calculados, olhares prolongados, comandos murmurados no escuro.
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