O silêncio havia voltado à sala como uma névoa densa e sufocante. Cada segundo pesava no ar como uma sentença não dita. O chá, antes fumegante e perfumado sobre a mesa de centro, agora jazia frio, intocado. As duas permaneciam sentadas no sofá, lado a lado, como se o simples movimento pudesse quebrar o pouco de controle que ainda restava.
A luz suave do abajur espalhava sombras douradas no rosto de Sophia, destacando as olheiras, os olhos marejados e o lábio trêmulo. Ela apertava a caneca entre