Sophia dobrava roupas na lavanderia com movimentos lentos, distraídos, tentando afogar o que doía dentro do peito entre o vapor morno e o cheiro de sabão. O trabalho ajudava. Ou, pelo menos, fingia que ajudava. Dava à mente algo para focar além da ausência dele. Além do silêncio ensurdecedor que Giovanni deixara quando desapareceu sem olhar para trás.
Mas nada preenchia o espaço que ele havia ocupado com tanto domínio.
A dobra da blusa escapou das mãos dela. O tecido escorregou até o chão, e el