Helena passava os dedos pela alça da mochila quando avistou a silhueta parada junto ao portão lateral do hospital.
Rafael.
Ele estava ali, parado no escuro, como uma sombra fora de lugar. O jaleco jogado sobre o braço, o celular na outra mão, mas sem olhar a tela. Apenas... esperando.
Ela considerou fingir que não o viu. Estava exausta. Não tinha mais energia para suas ironias ou sua frieza calculada. Mas também não era do tipo que recuava.
— Me seguindo agora, doutor?
Rafael virou o r