Assim que entrei no consultório, vi a doutora Juliana se levantar de trás da mesa.
Ela sorriu — um gesto gentil, mas contido, como quem já sabia que nenhuma palavra inicial apagaria o que viria a seguir.
— Harumi, Maíra… é bom vê-las novamente. — A voz dela era firme. — Por favor, sente-se. Vocês querem um café, uma água?
— Não, obrigada. — Puxei a poltrona e me sentei.
— Eu só preciso saber se ela está bem — pontuou Maira, fechando a porta em silêncio e se acomodando na poltrona ao meu lado.
E