Capítulo 38
Voltar nunca é só uma questão de geografia.
Era uma tarde de céu limpo quando dobrei a estrada sinuosa que levava de volta a Ouro Preto. O carro deslizava devagar pelas curvas, e meu coração parecia acompanhar o mesmo ritmo: apreensivo, mas certo de que cada quilômetro percorrido me levava de volta a um lugar onde, apesar do silêncio e das pausas, eu ainda pertencia.
Na mala, além das roupas e ferramentas de sempre, vinha também um pouco mais de mim. Um pouco mais da mulher que, no