Eu nunca tinha recebido flores do Bruno.
Ele comprava flores para a mãe dele, para a irmã, mas nunca para mim.
Eu segurava as flores com as mãos trêmulas.
Eu costumava me consolar dizendo que ele não era uma pessoa tão romântica, mas ele comprava flores, sim!
Eu queria jogar as flores na nuca dele, dizer que era tarde demais!
Mas meu braço parecia sem força para levantar, no fim, não tive coragem.
Até sair do carro, eu continuei segurando o buquê, sem o soltar por um instante.
Eu gostava, gosta