— Não tem problema. — Toquei de leve a face de Bruno, e minha voz soava cansada. — Onde você vai dormir hoje?
Logo após dizer isso, me dei conta da estranheza nas minhas palavras... Quanto mais pensava, mais esquisito aquilo parecia.
Não consegui conter uma risada, mas o rosto de Bruno ficou visivelmente mais sombrio.
Seus olhos negros, sempre calmos, agora estavam frios. Ele me observou por um longo tempo antes de finalmente falar, com uma ponta de irritação:
— Você diz que não tem problema, ma