Bruno deu uma leve repreensão, o que fez meu corpo se estremecer. Sem querer, meus dedos tocaram o botão de atender e, no instante seguinte, a voz ansiosa de Rui veio do celular.
— Ana, onde você está? Vi seu carro, estou a esperando na porta. Por que não entrou ainda?
Mordi o lábio, sem ousar fazer qualquer som, tentando desligar, mas Bruno segurou minha mão com força, olhando-me com um olhar desafiador.
Esse olhar era claramente uma ameaça.
— Se você não falar, eu falo...
O carro preto na fren