Rui já tinha trinta anos, então, mesmo que estivesse muito feliz, logo se acalmou.
Ele me colocou no chão, mas não me soltou de imediato. Inclinou a cabeça com cuidado, tentando deixar um beijo em minha testa.
— Rui. — Chamei seu nome.
Seu movimento parou no mesmo instante. Em seguida, seus olhos transbordaram uma emoção intensa, que, ao cruzar com os meus, irrompeu de vez, sem mais disfarces.
— Ana, sou um homem. Sentir desejo por você é a coisa mais natural do mundo. Eu quero te abraça