Segunda-feira à tarde, Sofia entrou no escritório do Dr. Mendes no centro de São Paulo com o pen drive na bolsa e o coração acelerado. O prédio era antigo, mas o ambiente impecável: paredes com diplomas, estantes cheias de códigos legais, uma secretária educada que ofereceu café. Dr. Mendes, um homem de uns 60 anos, cabelo grisalho e olhos afiados por décadas de tribunais, recebeu-a com um aperto de mão firme.
— Senhorita Almeida, sente-se. Sua mãe me ligou resumindo o caso. Mas quero ouvir da