Sofia acordou no domingo com o sol já alto, filtrando pelas cortinas do quarto. A cabeça latejava — não só pela bebida da noite anterior, mas por uma ressaca moral que pesava mais que qualquer enxaqueca. Imagens fragmentadas da festa voltavam: o olhar frio de Lucas, o beijo impulsivo com Pedro, as lágrimas no Uber com Luiza. Ela se encolheu na cama, o travesseiro ainda cheirando a maquiagem borrada.
O celular na cabeceira tinha mensagens de Luiza: “Bom dia, rainha. Toma água, come algo. Tô aqui