(Eduardo Duarte Galvão)
Passei a noite em claro.
O relógio marcava seis da manhã quando finalmente desliguei o abajur, mas ainda assim o sono não veio. A cada vez que fechava os olhos, a imagem de Lua me assombrava.
A maneira como ela me olhou — com raiva, mas também com firmeza. Como segurou a filha nos braços, com aquele instinto protetor que eu jamais presenciei em outra mulher. Como ousou me dizer que nem tudo se compra.
Eu devia odiá-la por isso. Eu devia me sentir desafiado, ferido no meu