209. Visita indesejada
André
O silêncio no quarto não é desconfortável, mas também não é leve. Ele carrega um tipo de quietude que só existe depois de tudo, depois da dor, depois do susto, depois da consciência de que poderia ter sido diferente. Eu estou recostado, olhando para o teto sem realmente prestar atenção em nada, deixando o corpo descansar enquanto a mente ainda insiste em não desacelerar completamente.
O telefone vibra ao meu lado, e eu pego quase no automático e sorrio quando vejo o nome do meu amigo.
"Já