203. Meu plano
Ana
O escritório do meu avô sempre teve o mesmo cheiro. Madeira antiga, papel e controle. Nada ali é por acaso, nem os quadros, nem os móveis, nem as pessoas que entram… e muito menos as que saem.
"Você demorou."
A voz dele não é alta, mas carrega o peso de quem não está acostumado a esperar. Eu fecho a porta atrás de mim com calma, mantendo a postura impecável.
"Estava resolvendo algumas coisas pro, senhor. Nada que precise se preocupar."
Ele não insiste. Nunca insiste quando não o interessa d