10. Eu aceito
Branca Oliveira
Claro.
Por que eu esperaria outra coisa?
A resposta veio automática, mas ficou presa só dentro de mim. Eu não disse em voz alta. Não queria que Aelyn ouvisse. Não queria que ela percebesse que, naquele instante, eu tinha acabado de perder o último pedaço de controle sobre a minha própria vida.
Cássio continuou falando como se estivesse apresentando um contrato verbal, não uma sentença.
"Você ficará com a Aelyn vinte e quatro horas por dia." O tom era firme, inegociável. "Ela não pode cair, não pode se machucar, não pode passar por nenhum tipo de estresse. Qualquer intercorrência, você me chama imediatamente."
Assenti devagar. Aquilo, pelo menos, fazia sentido. Se eu estava ali, era por ela. E eu faria o possível para não ter que encarar aquele homem mais do que o necessário.
"Certo."
Ele me observou por alguns segundos, como se estivesse procurando alguma resistência que não veio.
"Alguma pergunta?"
Eu respirei fundo antes de falar.
"Sim. Quando eu posso buscar minhas