9. A rotina de Aelyn
Branca Oliveira
Segurei a mão de Aelyn com cuidado e me levantei, para olhar novamente para o idiota atrás de mim.
“Eu só vou terminar de acertar algumas coisas com seu pai e já volto pra ficar com você, tudo bem?”
Ela franziu a testa, desconfiada, e olhou para o pai como se quisesse ter certeza de que aquilo era verdade.
“Tá bom…” disse baixinho. “Mas não demora, por favor.”
“Eu prometo.” Apertei levemente os dedos dela. “Já volto.”
Cássio deu um passo para o lado, indicando a sala onde tínhamos estado minutos antes. Eu soltei a mão da menina e fui, sentindo o ódio pulsar por minhas veias. Ele tinha me encurralado. Eu achava que era esperta, mas não tanto quanto o juiz a minha frente.
Assim que a porta se fechou atrás de nós, perdi o controle.
“Você é mesmo um irresponsável!”, disparei, girando na direção dele. “O que você fez agora foi baixo até pra você.”
Ele riu. Um riso calmo, irritantemente seguro.
“Irresponsável por quê? Por querer o bem da minha filha? Por saber exatamente do