A luz da manhã atravessava as janelas da casa como se ignorasse a tensão que pairava nos cômodos. Alexander estava sozinho no escritório, imóvel diante do computador. Os olhos fixos na tela não piscavam. O rosto permanecia sério, mas a mandíbula rígida denunciava a fúria silenciosa e, mais ainda, o início de algo que ele não estava acostumado a sentir: remorso.
O silêncio era absoluto, interrompido apenas pelo som do arquivo encerrando. Ele permaneceu sentado, sem tocar em nada por um longo t