Laís
A sexta amanheceu com um céu limpo que parecia tirar sarro do meu estômago embrulhado. Eduardo já estava de pé quando abri os olhos, com a camiseta amarrotada da madrugada de trabalho e os olhos atentos demais para o horário. Na mesa, o laptop mostrava a miniatura de um vídeo pausado: crianças plantando mudas, mãos sujas de terra, risos. Ele passou a mão no cabelo, respirou fundo e disse:
— Hoje a gente precisa entregar mais do que arquivo. A gente precisa entregar confiança.
Assenti em si