Capítulo 11

Acordei muito antes do sol. Dormir era impossível quando a minha mente insistia em repetir, em loop, os últimos segundos do olhar do Lourenzo na reunião de sexta-feira. Havia ali qualquer coisa que não fora apagada pelo tempo ou pelo cargo de prestígio que ele ocupava.

Vesti a minha melhor "armadura" de seda e alfaiataria e rumei a Lisboa. O comboio pareceu mais lento do que o habitual, como se o universo gozasse com a minha urgência. Cheguei ao Parque das Nações com um vento frio vindo do Tejo que me bateu na cara com uma brutalidade terapêutica. O edifício da Villar Studio brilhava de forma ofuscante. Tudo ali era polido, perfeito e intimidante.

— Bom dia, Sra. Bettencourt. Pode subir — disse a rececionista com cordialidade treinada. — Décimo segundo piso.

O elevador subiu depressa demais. Quando as portas se abriram, o corredor amplo e silencioso pareceu imenso. Segui pela alcatifa espessa até ver a placa: CEO — Lourenzo Villar. Bati duas vezes.

— Entre — a voz dele, profunda e aut
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