Capítulo 8: A Descoberta Sensorial

​O peso do corpo de Killian sobre o dela era uma promessa de possessão absoluta. Quando ele a deitou sobre os lençóis de algodão egípcio negro, o contraste com a pele alva de Mariane e a seda azul da camisola era uma visão que fazia o lobo dentro dele uivar por silêncio e foco. As velas estalavam, e o único som era a respiração pesada de ambos, um ritmo sincopado que denunciava a urgência contida.

​Killian se posicionou sobre ela, sustentando o peso nos antebraços. Seus olhos azul-oceano vasculharam o rosto de Mariane, buscando qualquer rastro de hesitação.

​— Você tem certeza, Mariane? — a voz dele era um sussurro rouco, desprovido da arrogância corporativa. Pela primeira vez, havia uma vulnerabilidade crua ali. — Uma vez que eu te marcar dessa forma, o contrato se torna irrelevante. Não haverá advogados ou cláusulas que possam desfazer o que meu corpo fará com o seu.

​Mariane engoliu em seco, sentindo a umidade entre as pernas intensificar-se. O medo existia, sim, mas era ínfimo perto da necessidade de ser preenchida por ele. Ela levou as mãos ao rosto esculpido de Killian, os dedos traçando a linha da mandíbula tensa.

​— Não fale de contratos, Killian — ela pediu, a voz trêmula mas decidida. — Apenas... me mostre quem você é.

​Ele fechou os olhos por um segundo, absorvendo a permissão. Quando os abriu, a ternura inesperada suavizou seus traços. Ele começou a despi-la com uma lentidão que era, por si só, uma forma de tortura. Ele não rasgou a seda; ele a deslizou centímetro a centímetro, beijando cada nova porção de pele que era revelada. Quando a camisola finalmente foi descartada, Mariane sentiu-se como se estivesse sob um refletor, totalmente exposta ao seu mestre.

​As mãos de Killian, grandes e levemente calejadas, começaram uma exploração sensorial detalhada. Ele traçou o contorno de seus seios com a ponta dos dedos, observando como os mamilos de Mariane reagiam ao toque, endurecendo como pequenas pérolas. Ele se inclinou e envolveu um deles com a boca, a língua quente trabalhando com uma precisão que fez Mariane arquear as costas e soltar um gemido agudo.

​— Você é tão perfeita — ele murmurou contra a pele dela, sua voz vibrando através do peito de Mariane. — Cada curva, cada cheiro... eu sonhei com isso desde o primeiro dia em que vi sua foto naquele dossiê idiota.

​Ele desceu o rastro de beijos pelo abdômen dela, detendo-se no umbigo, antes de separar as pernas dela com uma delicadeza que a surpreendeu. Killian a olhou ali, na sua forma mais íntima, e Mariane sentiu o rosto queimar. Mas ele não demonstrou pressa. Ele usou os dedos para explorar a umidade dela, acariciando-a com uma técnica que misturava a experiência de um homem e o instinto de um Alfa.

​— Você está tão pronta para mim — ele constatou, observando o modo como ela se abria involuntariamente para ele.

​Killian livrou-se do que restava de sua própria roupa, e Mariane não pôde evitar um suspiro ao ver a magnitude de sua virilidade. Ele era imenso, uma força da natureza que agora se preparava para entrar em seu templo sagrado. Ele voltou a subir, cobrindo o corpo dela com o seu, e o contato pele com pele fez faíscas invisíveis saltarem.

​Ele encontrou os lábios dela em um beijo profundo, abafando o som que ela soltou quando ele pressionou a entrada de sua feminilidade. Killian parou, os músculos dos braços tremendo pelo esforço de não se perder no instinto de estocada.

​— Olhe para mim, Mariane — ele ordenou suavemente.

​Ela abriu os olhos, nublados pelo desejo.

​— Vai doer por um instante — ele sussurrou, a mão acariciando o cabelo dela com uma ternura que quase a fez chorar. — Mas eu prometo... eu prometo que depois você será minha em todos os sentidos possíveis.

​Ele empurrou lentamente. Mariane sentiu a pressão, o estiramento de tecidos que nunca haviam sido tocados. Ela soltou um arquejo baixo, as unhas cravando-se nos ombros dele. Killian parou imediatamente, enterrado apenas pela metade, sua testa encostada na dela. Ele esperou, beijando as lágrimas que escaparam dos cantos dos olhos dela, sussurrando palavras de conforto em uma língua antiga dos lobos que ela não entendia, mas que sua alma reconhecia.

​Quando sentiu o corpo dela relaxar e os músculos o envolverem em uma aceitação quente, ele deu o impulso final.

​Mariane sentiu uma plenitude avassaladora. A dor dissipou-se, dando lugar a uma sensação de preenchimento que ela nunca imaginara ser possível. Ela era uma loba, e finalmente seu Alfa estava onde deveria estar.

​Killian começou a se mover. No início, eram estocadas lentas, permitindo que ela se acostumasse ao ritmo e ao tamanho dele. Mas a cada movimento, a ternura dava lugar ao domínio. Ele segurou as mãos dela acima da cabeça, entrelaçando os dedos, enquanto sua bacia batia contra a dela com uma força rítmica e primitiva.

​O prazer começou a subir em ondas. Mariane sentia cada nervo de seu corpo vibrar. O cheiro de sândalo e o suor dele se misturavam ao seu próprio aroma, criando uma névoa de luxúria que preenchia o quarto. Ela começou a responder, movendo os quadris em sintonia com os dele, incentivando-o a ir mais fundo, mais rápido.

​— Mate-me... Killian... — ela gemia, a cabeça balançando de um lado para o outro.

​— Eu não vou te matar, Mariane — ele rosnou, o rosto transfigurado pelo clímax iminente. — Eu vou te fazer renascer.

​O ápice os atingiu como uma tempestade. Mariane sentiu o mundo se fragmentar em mil pedaços de luz branca quando suas contrações internas apertaram Killian com uma força feroz. Ele soltou um rugido baixo, enterrando-se nela uma última vez enquanto despejava sua semente e sua alma dentro dela, marcando-a de dentro para fora.

​Eles ficaram ali, colados, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. O silêncio que se seguiu não era mais frio; era carregado de uma nova realidade. Mariane sentiu o braço de Killian envolvê-la, puxando-a para o seu peito. Ele beijou sua testa, um gesto tão terno que desarmou qualquer resto de resistência que ela ainda pudesse ter.

​Ela havia perdido sua virgindade, mas ganhado algo muito mais perigoso: um laço com o homem por trás do monstro. E enquanto o sono a vencia nos braços de Killian, ela sabia que a guerra lá fora seria nada comparada à batalha que seu coração travaria a partir de agora.

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