A água escorria do meu corpo enquanto eu subia pela margem, os pés afundando levemente na terra úmida. Peguei o vestido sobre a pedra e vesti ali mesmo, sentindo o tecido grudar na pele molhada. Não me importei. Pela primeira vez em horas, minha mente estava em silêncio.
Bernardo saiu logo atrás de mim, os cabelos pingando e um sorriso calmo nos lábios. A brisa leve arrepiava minha pele, e cruzei os braços instintivamente.
— Está com frio? — ele perguntou, a voz baixa, como se não quisesse