O jantar foi servido sem cerimônia. Não houve convite formal, nem aviso. Apenas a governanta apareceu à porta do meu quarto no fim da tarde, dizendo que a mesa estava posta, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, como se não estivéssemos numa ilha privada depois de uma discussão que ainda vibrava sob a pele. A casa continuava a funcionar com a mesma eficiência silenciosa, indiferente ao conflito, e isso tornava tudo mais opressor, como se o poder não precisasse sequer de se justifi