A conversa começou sem aviso.
Estávamos deitados na cama, os lençóis ainda desalinhados, o ar carregado daquele cansaço bom que vem depois do corpo ter sido usado sem pressa, quando já não existe urgência nem necessidade de provar nada, apenas a sensação morna de ter sido tocada até o pensamento se dissolver. Minha pele ainda estava sensível, viva demais, e cada pequeno movimento fazia o corpo responder com um eco lento, quase preguiçoso. O quarto permanecia em penumbra, iluminado apenas pela l